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Segurança de chave de API: como criar, guardar e revogar sem expor a empresa

Resposta rápida

A segurança de chave de API começa pela menor permissão possível: só leitura quando o uso é consultar, uma chave por uso, validade curta e guarda em lugar seguro, nunca em chat ou código aberto. Se vazar, revogue na hora e confira o que ela fez. Um limite de chamadas por minuto reduz o estrago.

Publicado em Atualizado em 7 min de leituraEquipe Mentrun

O Studio Vela (fictício) colou a chave de acesso do sistema numa planilha de “senhas da equipe”. A planilha foi compartilhada com um freelancer e, depois, com um cliente dele. A chave não tinha validade e podia alterar dados. Nada aconteceu, desta vez. Mas ninguém saberia dizer quem a usou.

Chave de API é a peça que liga o sistema a uma IA, a uma automação ou a outro app. O texto traz as regras que valem para qualquer sistema, um checklist para copiar e o que o Mentrun faz nas chaves que conectam o Claude e o ChatGPT. Para entender a conexão em si, veja o que é MCP.

O que é uma chave de API e por que ela vale tanto quanto uma senha?

É um código que dá a um programa ou a uma IA acesso ao sistema. Quem tem o código age com as permissões da chave, em geral sem login e sem segunda etapa de verificação. Por isso ela exige o mesmo cuidado de uma senha, e mais: ninguém percebe quando outra pessoa a usa.

Qual chave criar: só leitura ou com permissão de alterar?

Comece com só leitura. A maior parte dos usos é consultar. Permissão de alterar ou apagar só se justifica quando há uma tarefa clara, e mesmo assim só no módulo que precisa. Uma IA pode entender um pedido errado e mudar muitos itens de uma vez.

Tipos de chave por nível de risco
Tipo de chaveQuando usarCuidado
Só leituraConsultar, resumir, montar relatórioAinda expõe dado: limite aos módulos que o uso exige
AlteraAutomação ou IA com tarefa definidaSó no módulo necessário; peça prévia antes de pedidos grandes
ApagaQuase nuncaSó onde for indispensável; peça a lista do que será apagado antes
AdministrativaTarefa pontual e supervisionadaRevogue ao terminar; nunca em automação nem entregue a terceiros

Como guardar e usar uma chave de API sem expor?

Guarde num gerenciador de senhas ou em uma variável de ambiente, e cole direto onde ela será usada. A maioria dos vazamentos não vem de ataque sofisticado: vem de chave em chat, e-mail, print, planilha ou repositório de código.

  • Uma chave por uso. Uma para o seu Claude, outra para cada automação. Desligar uma não derruba as outras.
  • Validade curta. Trinta dias resolvem a maioria dos casos. Chave esquecida e sem prazo continua valendo.
  • Nunca em código que abre no navegador nem em repositório de código, ainda que privado.
  • Nunca por mensagem. Chat, e-mail e print ficam guardados e podem ser lidos ou repassados.
  • Cada pessoa cria a sua. Se um administrador adiciona a sua chave para todos, as outras pessoas agem em seu nome.
  • Não entregue a terceiros. Tudo o que fizerem fica registrado em nome de quem criou a chave.

Como girar e revogar uma chave sem parar o trabalho?

Girar é trocar o segredo mantendo as permissões; revogar é cortar o acesso. Gire quando a validade acabar e revogue no mesmo dia em que alguém sai do projeto. Com uma chave por uso, a revogação de uma não para as outras automações.

O que fazer se a chave vazar?

Revogar vem antes de qualquer investigação. Cada minuto com a chave ativa é um minuto em que outra pessoa pode agir com as suas permissões. Depois, descubra o que foi feito e conserte.

  1. Revogue a chave. Se o uso precisa continuar, crie outra e troque onde a antiga era usada.
  2. Abra o registro de uso e veja o que a chave fez e quando.
  3. Confira o que foi alterado ou apagado e restaure pelo histórico ou pela lixeira.
  4. Descubra como vazou e feche o caminho: chat, planilha, código, terceiro.
  5. Se havia dado pessoal de clientes, avise quem precisa saber e registre o ocorrido.

Por que limitar as chamadas por minuto?

Porque limita o estrago. Se a chave vazar, ou se uma automação entrar em repetição, o limite impede que alguém baixe ou mude tudo em segundos. Escolha o menor limite que atende ao uso real e revise quando o uso crescer.

Checklist de chave de API (copie e adapte)
CHECKLIST DE CHAVE DE API

Chave: [nome]   Uso: [Claude / automação / outro]   Responsável: [nome]

ANTES DE CRIAR
[ ] Para que serve esta chave? (uma frase)
[ ] Só leitura resolve? Se sim, criar só leitura.
[ ] Se precisa alterar: em quais módulos, e só nesses?
[ ] Precisa apagar? Se sim, quem aprovou e por quê?
[ ] Validade escolhida: [30 dias]
[ ] Limite de chamadas por minuto: [o menor que atende]

AO CRIAR
[ ] Chave com nome que diz o uso (ex.: Claude do atendimento).
[ ] Segredo copiado na hora e guardado em gerenciador de senhas.
[ ] Nada de segredo em chat, e-mail, print, planilha ou código aberto.

NO DIA A DIA
[ ] Uma vez por semana: olhar o registro de uso da chave.
[ ] Pedidos grandes: pedir à IA a lista do que vai mudar antes de confirmar.
[ ] Chave sem uso há [30] dias: revogar.

QUANDO MUDAR ALGO
[ ] Pessoa saiu do projeto: revogar as chaves dela no mesmo dia.
[ ] Validade vencendo: girar a chave e trocar onde ela é usada.

SE VAZAR
[ ] 1. Revogar agora.
[ ] 2. Ver no registro o que a chave fez.
[ ] 3. Restaurar o que foi alterado ou apagado.
[ ] 4. Trocar a chave onde era usada.
[ ] 5. Descobrir como vazou e avisar quem precisa saber.

Como o Mentrun cuida disso nas chaves do Claude e do ChatGPT?

Em Empresa › Conectar outros apps, cada chave nasce com o tipo e os módulos que você escolher, e o Mentrun trava o que é arriscado. A chave nunca passa do que a pessoa que a criou já vê na tela.

  • Aviso de riscos. Chave que altera ou apaga dados mostra os riscos e só é criada depois de marcar Entendi os riscos.
  • Menor permissão. Há o tipo Só leitura, indicado para começar, e o Personalizado, em que você marca por módulo o que a chave lê, altera e exclui. Excluir é uma marcação à parte.
  • Validade e limite. A validade padrão é de 30 dias. O limite de chamadas por minuto tem teto de 60.
  • Chave administrativa. Só o Dono cria, com verificação em duas etapas, e vale no máximo 90 dias.
  • Segredo mostrado uma vez. A URL ou o token aparece só na criação.
  • Rotacionar e revogar. Rotacionar cria uma chave nova e desliga a antiga na hora ou daqui a 1 ou 24 horas. Revogar corta na hora.
  • O que esta chave alterou. Em Uso e auditoria, escolha uma chave e veja tudo o que ela alterou, com link para cada item. O que foi excluído volta pela Lixeira em até 30 dias.

A tela traz ainda o guia Usar com segurança, o passo de Conectar no ChatGPT e o que fazer se a chave vazar. O caminho completo de conexão está em Claude e ChatGPT no Mentrun. Formatos de chave, validade máxima de cada tipo e limites técnicos estão na página Desenvolvedores.

Perguntas frequentes

Posso colocar a chave de API no código do site?

Não. Código que abre no navegador pode ser lido por qualquer pessoa, e a chave ficaria exposta. Use a chave só em servidor ou em ferramenta de automação, guardada em variável de ambiente ou gerenciador de senhas.

Com que frequência trocar a chave de API?

Em toda renovação, e na hora quando alguém sai do projeto ou há suspeita de vazamento. Para chave que altera dados, uma validade de 30 dias é um bom padrão, porque obriga a revisão do acesso.

Uma chave só leitura é totalmente segura?

Não. Ela não muda nada, mas quem a tiver consegue ler o que ela alcança. Por isso, limite também os módulos: só leitura de tudo ainda é muito acesso para quem precisa de uma área só.

Como saber se alguém usou a minha chave?

Pelo registro de uso da chave, que mostra chamadas, erros e acessos negados. No Mentrun, fica em Uso e auditoria, por chave, e inclui o que cada chave alterou.

Qual a diferença entre girar e revogar uma chave?

Girar cria um segredo novo e mantém as permissões, para o uso seguir sem interrupção. Revogar encerra o acesso e não deixa substituta. Em caso de vazamento, revogue primeiro.

Conecte o Claude com chave sob controle

No Mentrun, a chave mostra os riscos antes de nascer e o Uso e auditoria mostra o que ela alterou. Teste por 7 dias.

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