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Relatório McKinsey State of AI 2026: o que muda para agência e consultoria de 30 pessoas

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O relatório McKinsey state of AI 2026, “On the road to ROI”, de 25 de agosto de 2026, mostra que 40% dos respondentes de empresas com receita acima de US$ 1 bilhão escalam agentes de IA, contra 22% das menores, e que só 37% veem algum efeito no resultado. Para uma agência de 30 pessoas, a lição é escolher poucos usos e medir.

Publicado em Atualizado em 7 min de leituraEquipe Mentrun

Todo ano a McKinsey publica uma pesquisa global sobre IA, e todo ano ela vira slide de diretoria. A edição de 2026 chegou em 25 de agosto com um título que diz muito: “On the road to ROI”, no caminho do retorno.

O que segue é um resumo em português, com um filtro: o que isso quer dizer para quem gere uma agência ou consultoria de 30 pessoas.

O que é o relatório State of AI 2026 da McKinsey?

É a pesquisa anual da McKinsey sobre adoção de IA nas empresas, feita online com executivos e profissionais de várias áreas. A edição de 2026 se chama The state of AI in 2026: On the road to ROI e foi publicada em 25 de agosto de 2026.

  • Coleta: online, de 4 de maio a 8 de junho de 2026.
  • Amostra: 1.719 participantes de 97 países, em vários níveis hierárquicos.
  • Temas centrais: uso de IA, agentes de IA e efeito no resultado das empresas.
  • Quem responde: o relatório separa respondentes de empresas com receita acima de US$ 1 bilhão dos de organizações menores.

Quais são os principais achados do relatório?

Quatro achados concentram a leitura. Os agentes de IA avançam nas empresas grandes e ficam parados nas menores; uma minoria enxerga efeito no resultado; um grupo pequeno de “alto desempenho” colhe a maior parte do ganho; e o ganho individual de produtividade é amplo. A tabela traduz cada um para a sua realidade.

Achado do relatório e o que significa numa agência ou consultoria de 30 pessoas
AchadoO que significa numa agência ou consultoria de 30 pessoas
Agentes de IA em escala: 40% nas empresas com receita acima de US$ 1 bilhão (eram 27%) e 22% nas menores, estávelO seu grupo de comparação é o dos 22%. O ganho está em acertar um uso com dono, não em copiar o tamanho do programa de uma multinacional
37% dos respondentes atribuem algum efeito da IA ao resultado (EBIT), número estávelA maioria ainda não consegue apontar o efeito no resultado. Meça horas antes de prometer margem à diretoria
Cerca de 6% são “alto desempenho”: atribuem à IA pelo menos 5% do EBITSão poucos e grandes. Use como direção (acompanhar retorno, escolher usos), não como meta numérica
8 em 10 dizem que a IA melhorou a própria produtividadeO ganho individual existe. O desafio é virar ganho da equipe: padrão de uso, registro e revisão
Amostra global de 1.719 pessoas em 97 paísesO dado é contexto, não a média do seu setor. Confronte com números da sua empresa

O que do relatório se aplica a uma agência ou consultoria e o que não?

Se aplica o raciocínio: poucos usos, um dono por uso, retorno medido. Não se aplicam os números de escala, que descrevem programas de empresas com receita acima de US$ 1 bilhão. Ler o relatório como se fosse a média do mercado é o erro mais comum.

  • Se aplica: a distância entre produtividade individual e resultado da empresa. Numa equipe de 30, ela aparece quando cada pessoa usa a IA do seu jeito e ninguém consegue repetir o resultado.
  • Se aplica: a ideia de que quem acompanha o retorno aprende mais rápido do que quem só adota.
  • Não se aplica: os 40% de agentes em escala. Para a sua empresa, o grupo de referência é o das organizações menores.
  • Não se aplica: a comparação direta com as metas de EBIT de grandes grupos. Para você, a unidade útil é hora e margem por cliente.

Como ler os 6% de empresas de alto desempenho em IA?

Como direção, não como meta. Segundo a McKinsey, só cerca de 6% dos respondentes são “alto desempenho”, porque atribuem à IA pelo menos 5% do resultado operacional. O número importa menos que o comportamento: elas costumam escolher bem onde aplicar e acompanhar o efeito.

Para uma agência, o equivalente é modesto e mensurável (o quadro geral está em tendências de IA no trabalho em 2026): três usos de IA com dono, o gasto mensal conhecido e, a cada trimestre, uma decisão registrada sobre o que continua.

O texto sobre IA na gestão de projetos mostra onde esses usos costumam render primeiro, e como medir o retorno da IA traz a conta.

Como levar o relatório para a reunião de diretoria?

Em vez de apresentar o relatório inteiro, leve cinco perguntas que ele inspira e que a diretoria responde com dados da própria empresa. A reunião dura 30 minutos e termina com uma decisão por pergunta. A ata de reunião de diretoria ajuda a registrar o que foi decidido.

Cinco perguntas sobre IA para a reunião de diretoria (copie e cole)
REUNIÃO DE DIRETORIA | IA na empresa | [data] | 30 minutos
Base: relatório The state of AI in 2026, da McKinsey (25/08/2026), lido como contexto, não como meta.

1. ONDE A IA JÁ ECONOMIZA HORAS?
Casos de uso ativos: [lista]
Horas por mês antes e agora, com a revisão incluída: [valores]
Decisão: ( ) continuar ( ) ajustar ( ) parar

2. QUAIS USOS EXISTEM SEM DONO?
Usos pessoais ou escondidos que a equipe descreveu: [lista]
Quem assume cada um ou quem encerra: [nomes]

3. QUANTO GASTAMOS COM IA POR MÊS E EM QUÊ?
Assinaturas + uso por chave ou API: [valor]
O que gasta sem retorno conhecido: [lista]

4. QUE DADO DE CLIENTE ENTRA EM QUAL FERRAMENTA?
Ferramentas autorizadas: [lista]
O que não entra em nenhuma: [lista]

5. O QUE FAZEMOS NO PRÓXIMO TRIMESTRE?
Continuar: [ ]
Começar (no máximo 1 piloto novo, com ficha): [ ]
Parar: [ ]

DECISÕES E PRAZOS
[decisão | responsável | prazo]

Como o dado organizado entra nessa conta?

O relatório mostra a adoção e o retorno, e a experiência de operação aponta um pré-requisito: a IA só rende quando ata, projeto e documento estão num lugar que ela e a equipe conseguem consultar. É o tema do guia de memória organizacional.

Quais erros de leitura evitar ao citar a McKinsey?

Quatro erros aparecem sempre que um relatório global vira argumento interno. Todos se resolvem voltando ao texto da pesquisa e perguntando quem respondeu, quando e o que a pergunta realmente media.

  • Tratar 40% como a média do mercado. É o número das empresas com receita acima de US$ 1 bilhão.
  • Citar “IA dá retorno” sem o 37%. Só uma parte dos respondentes atribui efeito ao resultado.
  • Confundir produtividade individual com ganho da empresa. São medidas diferentes no próprio relatório.
  • Esquecer a data da coleta. Maio e junho de 2026: já passaram quatro meses.

Perguntas frequentes

O que é o relatório McKinsey State of AI 2026?

É a pesquisa global da McKinsey sobre adoção de IA, publicada em 25 de agosto de 2026 com o título On the road to ROI. A coleta foi online, de 4 de maio a 8 de junho, com 1.719 participantes de 97 países.

Quantas empresas usam agentes de IA, segundo a McKinsey?

Entre respondentes de empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, 40% dizem escalar agentes de IA em alguma função, contra 27% no ano anterior. Nas organizações menores, o número ficou estável em 22%.

A IA já aumenta o lucro das empresas, segundo o relatório?

Ainda para uma minoria: 37% dos respondentes atribuem algum efeito da IA ao resultado (EBIT), número estável, e cerca de 6% são classificados como alto desempenho, por atribuírem à IA pelo menos 5% do EBIT.

O relatório da McKinsey vale para empresa pequena?

Vale como contexto e como método (poucos usos, dono, retorno medido). Os números de escala descrevem sobretudo empresas com receita acima de US$ 1 bilhão e não são a média de uma agência de 30 pessoas.

Onde está o relatório original?

Na página The state of AI, no site da McKinsey, que traz o relatório completo em PDF. Os dois links estão na lista de fontes desta página.

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