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O que não colocar no ChatGPT: a regra de 3 cores para empresas de serviço

Resposta rápida

O que não colocar no ChatGPT cabe numa regra de três cores: verde para o que pode ir livre, amarelo para o que só vai sem nome e na conta da empresa, vermelho para o que nunca vai, como senhas, dados pessoais de clientes e contratos completos. Fixe o cartão para o time e ofereça uma alternativa segura para o que é vermelho.

Publicado em Atualizado em 7 min de leituraEquipe Mentrun

Segundo a OpenAI, em agosto de 2026, os brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. É provável que algumas venham do seu time, com a melhor das intenções, colando o que está à mão: um trecho de contrato, a transcrição de uma reunião, uma planilha do cliente.

Proibir tudo não funciona, porque o time continua usando numa conta pessoal e escondido. Funciona melhor uma regra simples, que qualquer pessoa aplica em cinco segundos. Esta é a de três cores, com exemplos de empresa de serviço e um cartão para copiar.

Como funciona a regra de 3 cores?

A regra classifica cada informação antes de ela ir para uma ferramenta de IA: verde pode ir, amarelo só depois de um tratamento e na conta da empresa, vermelho nunca vai. A pessoa não precisa decorar lista, só se perguntar “alguém seria prejudicado se isso vazasse?”.

Cartão de 3 cores com exemplos de uma empresa de serviço
CorRegraExemplosOnde pode ir
VerdeNada identifica pessoa nem cliente; já é público ou fictícioIdeias de pauta, estrutura de apresentação, dúvida sobre um método, texto de site já publicado, exemplo com empresa inventadaConta da empresa ou pessoal
AmareloÉ interno ou de cliente, mas sem identificar quem éBriefing com nomes trocados por códigos, números agregados da conta, trecho de processo interno, resumo de reunião sem nomesSó conta da empresa, depois de remover nome e valores exatos
VermelhoIdentifica pessoa, dá acesso a algo ou está sob sigiloSenhas e chaves, CPF, dados de saúde ou financeiros de pessoas, contrato completo com partes, transcrição inteira com nomes, material sob acordo de confidencialidadeNunca em ferramenta de IA aberta; só em sistema da empresa com acesso por cargo

Por que uma regra funciona melhor do que uma proibição?

Porque a proibição não elimina o uso, só o torna invisível. Quem precisa entregar o relatório às 17h usa a ferramenta que conhece. Com a regra, a pessoa sabe o que pode, o que trata antes e o que nunca vai. O texto-base está na política de uso de IA.

Como transformar o amarelo em verde, passo a passo?

Transformar amarelo em verde é tirar da informação tudo o que identifica pessoa, cliente ou valor, e manter só o que a IA precisa para ajudar. Cinco passos fazem isso em poucos minutos, e a pessoa não perde a ajuda que queria.

  1. 1

    Troque nomes por códigos

    “Clínica Aurora” vira “Cliente A”, e “Dr. Paulo” vira “Contato 1”. Guarde a tabela de códigos fora da ferramenta.

  2. 2

    Tire valores e datas exatas

    Troque “R$ 48.300 em 12/09” por “faixa de cinco dígitos, setembro”. Para o resultado, a faixa basta.

  3. 3

    Resuma antes de colar

    Cole o que a IA precisa, não o documento inteiro. Menos texto é menos risco e melhor resposta.

  4. 4

    Releia antes de enviar

    Procure e-mail, telefone, CPF, nomes de sócios e links com identificação. Um minuto de leitura vale mais que um incidente.

  5. 5

    Use a conta da empresa

    Nunca a conta pessoal. Confira nas configurações do plano o que acontece com as conversas e quem na conta enxerga o histórico.

O Estúdio Ventura (fictício) tinha uma transcrição de reunião de 40 minutos com um cliente de saúde. Em vez de colar tudo, o analista trocou os nomes por códigos, tirou os valores e pediu à IA apenas a lista de próximos passos por responsável. A resposta veio em dois minutos e nada identificável saiu da empresa.

Qual é a alternativa segura para o que é vermelho?

O vermelho não precisa virar trabalho manual. Precisa de um lugar onde a IA trabalha dentro das regras da empresa. Quatro características definem esse lugar: conta da empresa, IA contratada pela empresa, acesso por cargo e resposta com fonte. O guia de treinar o ChatGPT com dados da empresa mostra os caminhos, e o Assistente de IA é um deles.

Como pôr a regra em prática no time em uma semana?

Basta uma conversa de 20 minutos, o cartão fixado onde o time trabalha e um exemplo por cor da rotina da própria empresa. O cartão abaixo serve de ponto de partida, e o acordo de confidencialidade lembra o que já está sob sigilo com clientes.

Cartão de 3 cores para fixar no time (copie e ajuste)
ANTES DE COLAR NO CHATGPT: QUAL É A COR?

VERDE: pode ir
- Texto já público, ideia, dúvida de método, exemplo com empresa inventada
- Nada que identifique pessoa ou cliente

AMARELO: só depois de tratar, e na conta da empresa
- Troque nomes por códigos (Cliente A, Contato 1)
- Tire valores, datas e documentos exatos
- Cole só o trecho necessário
- Releia antes de enviar

VERMELHO: nunca vai
- Senhas, chaves, tokens, links de acesso
- CPF, dados de saúde e dados financeiros de pessoas
- Contrato completo com partes identificadas
- Transcrição inteira de reunião com nomes
- Qualquer coisa sob acordo de confidencialidade

NA DÚVIDA: trate como vermelho e pergunte a [nome do responsável].
Para o vermelho, use [sistema da empresa, com acesso por cargo e fonte].

Revisado em: ____  Responsável: ____

Quais erros comuns o time comete e como corrigir?

Quase todo vazamento por IA vem de erro de boa-fé, não de má intenção. Os cinco abaixo são os mais comuns, e o guia de LGPD para agências explica por que dado de cliente pede cuidado redobrado.

  • Achar que tirar o nome basta. Contexto também identifica: “a única clínica de Bagé com três unidades” aponta para uma empresa. Troque também o detalhe que identifica.
  • Usar a conta pessoal “só desta vez”. Dê uma conta da empresa e deixe claro que ela é o caminho.
  • Colar o arquivo inteiro. Pergunte o que precisa e cole só isso.
  • Confiar na resposta sem conferir. A IA pode errar com segurança. Peça a fonte e confira antes de mandar ao cliente.
  • Regra que ninguém revisa. Revise o cartão a cada trimestre, com exemplos novos que o time já enfrentou.

Perguntas frequentes

O que não pode colocar no ChatGPT?

Senhas e chaves, dados pessoais identificáveis, dados de saúde e financeiros de pessoas, contratos completos com as partes, transcrições inteiras com nomes e tudo que esteja sob acordo de confidencialidade. Na regra de três cores, é o vermelho.

Posso colocar o nome de um cliente no ChatGPT?

Depende do contrato e da conta. A regra segura é tratar o nome como amarelo: troque por um código e use a conta da empresa. Se há acordo de confidencialidade com o cliente, o nome e o contexto entram no vermelho.

O ChatGPT usa o que eu escrevo para treinar?

Depende do plano e das configurações de dados da conta. Antes de decidir o que vai no amarelo, abra as configurações e os termos do plano que a empresa usa e confirme o que acontece com as conversas.

Qual é a alternativa para usar IA com dados da empresa?

Um sistema com conta da empresa, IA contratada pela empresa, acesso por cargo e resposta com fonte. Assim a IA trabalha com os dados internos sem que ninguém precise colar nada numa conta pessoal.

Como ensinar o time a usar a regra de 3 cores?

Uma conversa de 20 minutos com exemplos da própria rotina, o cartão fixado onde o time trabalha e uma pessoa responsável por tirar dúvidas. Revise o cartão a cada trimestre.

Quer perguntar à IA sobre a operação sem colar nada numa conta pessoal?

Teste o Mentrun por 7 dias, sem cartão: o Assistente responde com os dados da empresa, cita a fonte e respeita o cargo de cada pessoa.

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Fontes